" Fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. " CL

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18 de junho de 2012

Rosas e socos

                                                               O amor, esse sufoco,
                                                    agora há pouco era muito,
                                                         agora, apenas um sopro.
   
                                                                Ah, troço de louco,
                                                        corações trocando rosas,
                                                                               e socos.
 
                                                                                                                                            Paulo Leminski

Que é pra ver se você olha pra mim,





Mentiras
Adriana Calcanhoto


Nada ficou no lugar,
Eu quero quebrar essas xícaras,
Eu vou enganar o Diabo,
Eu quero acordar sua família,
Eu vou escrever no seu muro,
E violentar o seu rosto,
Eu quero roubar no  seu jogo,

Eu já arranhei os seus discos.
Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha pra mim.

Nada ficou no lugar,
Eu quero entregar suas mentiras,
Eu vou invadir sua alma,
Queria falar sua língua,
Eu vou publicar seus segredos,
Eu vou mergulhar sua guia,
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria.

Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha pra mim.

26 de maio de 2012

ME PERDERAM


Com pouco ser,
Sou bem mais fácil.
Mas é sufoco lá dentro,
Nenhuma liberdade de fora,
Já não escuto de mim eu mesma sendo!
- Me calaram-te, eu?

13 de fevereiro de 2012

justificações íntimas

Eu não sei,
Já não sou.
Me desalinho,
Tropeço nos calcanhares,
Não moro mais aqui,
Não mais me estou desde que nasci,
Condição de ser vivo, de ser morto.

9 de janeiro de 2012













Puro, limpo, vazio, tranquilo, sem ar, sem eu, sem fim, sem corrupção, constante, eterno, que nunca nasceu, idependente, ele reside em sua própria grandeza.












Assim eu ouvi Upanishads

8 de dezembro de 2011

Stop for a minute

'Alguns dias sinto que minha alma deixou meu corpo,
Sinto que estou flutuando, alto acima de mim,
 Como se eu estivesse olhando para mim mesmo.

Começo a afundar, toda vez que eu fico pensando,
 É mais fácil manter o movimento,
Às vezes eu sinto como se tudo já foi feito,
Às vezes eu sinto que sou o único,
Às vezes eu quero mudar tudo que já fiz.

E se eu parar por um minuto,
Eu penso em coisas que realmente não quero saber,
E eu sou o primeiro a admitir,
Sem você sou um navio encalhado num monte de gelo.

Às vezes me sinto como uma criança perdida,
Às vezes me sinto como o escolhido,
Às vezes eu quero gritar até que tudo fique calado,
Às vezes me pergunto por que eu nasci um dia.

E eu sou o primeiro a admitir isso,
Sem você sou uma criança,
Então aonde quer que você vá,
 Eu te seguirei.'