" Fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. " CL

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26 de maio de 2012

ME PERDERAM


Com pouco ser,
Sou bem mais fácil.
Mas é sufoco lá dentro,
Nenhuma liberdade de fora,
Já não escuto de mim eu mesma sendo!
- Me calaram-te, eu?

13 de fevereiro de 2012

justificações íntimas

Eu não sei,
Já não sou.
Me desalinho,
Tropeço nos calcanhares,
Não moro mais aqui,
Não mais me estou desde que nasci,
Condição de ser vivo, de ser morto.

9 de janeiro de 2012













Puro, limpo, vazio, tranquilo, sem ar, sem eu, sem fim, sem corrupção, constante, eterno, que nunca nasceu, idependente, ele reside em sua própria grandeza.












Assim eu ouvi Upanishads

8 de dezembro de 2011

Stop for a minute

'Alguns dias sinto que minha alma deixou meu corpo,
Sinto que estou flutuando, alto acima de mim,
 Como se eu estivesse olhando para mim mesmo.

Começo a afundar, toda vez que eu fico pensando,
 É mais fácil manter o movimento,
Às vezes eu sinto como se tudo já foi feito,
Às vezes eu sinto que sou o único,
Às vezes eu quero mudar tudo que já fiz.

E se eu parar por um minuto,
Eu penso em coisas que realmente não quero saber,
E eu sou o primeiro a admitir,
Sem você sou um navio encalhado num monte de gelo.

Às vezes me sinto como uma criança perdida,
Às vezes me sinto como o escolhido,
Às vezes eu quero gritar até que tudo fique calado,
Às vezes me pergunto por que eu nasci um dia.

E eu sou o primeiro a admitir isso,
Sem você sou uma criança,
Então aonde quer que você vá,
 Eu te seguirei.'

16 de outubro de 2011

da Luna - Samira

mancha


para declarar suas cheganças
idas e vindas me refaço,
espero e desespero
o terror invade o caminho
tenho medo de não voltar, de não ir

então fico me dissolvendo
entre o nada e o vazio
nem o tempo me acorda
morro várias vezes dentro de mim

todo silêncio me domina,
a gritaria lá fora arde os olhos
dói o ventre
sufoca a alma
mata a calma: me perco de mim

 *porque é lindo ter alguém pra morrer junto comigo todos os dias.

2 de outubro de 2011

E as ondas,

Conclamação intimista,
do cerne cheio de desvios,
de possibilidades não vividas,
e de impossiveis estradas amarelas efetuadas, ensolaradas.

2 de setembro de 2011

Pelo amadrinhamento de lua Luna,


Baby,
Você precisa saber da Piscina,
Da Margarina, da Carolina, da Gasolina,
Você precisa saber de mim

Baby, baby, eu sei que é assim

Você precisa tomar um sorvete,
Na lanchonete, andar com a gente,
Me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto

Baby, baby, a quanto tempo,
Baby, baby, a quanto tempo.

Você precisa aprender inglês,
Precisa aprender o que eu sei,
E o que eu não sei mais,
E o que eu não sei mais.

Eu sei comigo vai tudo azul,
Contigo vai tudo em paz,
Vivemos na Melhor cidade
Da América do Sul,
Da América do Sul.

Você precisa, você precisa...

Eu sei leia na minha camisa,
Baby, baby, I love You,
Baby, baby, I love You...