" Fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. " CL
" Fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. " CL
9 de janeiro de 2012
8 de dezembro de 2011
Stop for a minute
'Alguns dias sinto que minha alma deixou meu corpo,
Sinto que estou flutuando, alto acima de mim,
Como se eu estivesse olhando para mim mesmo.
Começo a afundar, toda vez que eu fico pensando,
É mais fácil manter o movimento,
Às vezes eu sinto como se tudo já foi feito,
Às vezes eu sinto que sou o único,
Às vezes eu quero mudar tudo que já fiz.
E se eu parar por um minuto,
Eu penso em coisas que realmente não quero saber,
E eu sou o primeiro a admitir,
Sem você sou um navio encalhado num monte de gelo.
Às vezes me sinto como uma criança perdida,
Às vezes me sinto como o escolhido,
Às vezes eu quero gritar até que tudo fique calado,
Às vezes me pergunto por que eu nasci um dia.
E eu sou o primeiro a admitir isso,
Sem você sou uma criança,
Então aonde quer que você vá,
Eu te seguirei.'
Sinto que estou flutuando, alto acima de mim,
Como se eu estivesse olhando para mim mesmo.
Começo a afundar, toda vez que eu fico pensando,
É mais fácil manter o movimento,
Às vezes eu sinto como se tudo já foi feito,
Às vezes eu sinto que sou o único,
Às vezes eu quero mudar tudo que já fiz.
E se eu parar por um minuto,
Eu penso em coisas que realmente não quero saber,
E eu sou o primeiro a admitir,
Sem você sou um navio encalhado num monte de gelo.
Às vezes me sinto como uma criança perdida,
Às vezes me sinto como o escolhido,
Às vezes eu quero gritar até que tudo fique calado,
Às vezes me pergunto por que eu nasci um dia.
E eu sou o primeiro a admitir isso,
Sem você sou uma criança,
Então aonde quer que você vá,
Eu te seguirei.'
16 de outubro de 2011
da Luna - Samira
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| mancha |
para declarar suas cheganças
idas e vindas me refaço,
espero e desespero
o terror invade o caminho
tenho medo de não voltar, de não ir
então fico me dissolvendo
entre o nada e o vazio
nem o tempo me acorda
morro várias vezes dentro de mim
todo silêncio me domina,
a gritaria lá fora arde os olhos
dói o ventre
sufoca a alma
mata a calma: me perco de mim
idas e vindas me refaço,
espero e desespero
o terror invade o caminho
tenho medo de não voltar, de não ir
então fico me dissolvendo
entre o nada e o vazio
nem o tempo me acorda
morro várias vezes dentro de mim
todo silêncio me domina,
a gritaria lá fora arde os olhos
dói o ventre
sufoca a alma
mata a calma: me perco de mim
*porque é lindo ter alguém pra morrer junto comigo todos os dias.
2 de outubro de 2011
E as ondas,
Conclamação intimista,
do cerne cheio de desvios,
de possibilidades não vividas,
e de impossiveis estradas amarelas efetuadas, ensolaradas.
do cerne cheio de desvios,
de possibilidades não vividas,
e de impossiveis estradas amarelas efetuadas, ensolaradas.
2 de setembro de 2011
Pelo amadrinhamento de lua Luna,
Baby,
Você precisa saber da Piscina,
Da Margarina, da Carolina, da Gasolina,
Você precisa saber de mim
Baby, baby, eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete,
Na lanchonete, andar com a gente,
Me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, a quanto tempo,
Baby, baby, a quanto tempo.
Você precisa aprender inglês,
Precisa aprender o que eu sei,
E o que eu não sei mais,
E o que eu não sei mais.
Eu sei comigo vai tudo azul,
Contigo vai tudo em paz,
Vivemos na Melhor cidade
Da América do Sul,
Da América do Sul.
Você precisa, você precisa...
Eu sei leia na minha camisa,
Baby, baby, I love You,
Baby, baby, I love You...
26 de agosto de 2011
Castro Alves
"Tudo vem me lembrar que tu fugiste
Tudo, que me rodeia, de ti fala.
Inda a almofada, em que pousaste a fronte,
O teu perfume predileto exala.
No piano saudoso, à tua presença
Dormem sono de morte as harmonias:
E a valsa entreaberta mostra a frase,
A doce frase qu'inda pouco lias.
No ramo curvo, o ninho abandonado
Relembra o pipilar do passarinho.
Foi-se a festa de amores e de afagos...
Eras- ave do céu...minh'alma - o ninho!
Por onde trilhas- O perfume expande-se
Há ritmo e cadência no teu passo!
És como na estrela, que transpondo as sombras,
Deixa um rastro de luz no azul do espaço...
O teu rastro de amor guarda minh'alma,
Estrela, que fugiste aos meus anelos,
Que lavaste minha vida entrelaçada
Na sombra sideral dos teus cabelos!..."
Tudo, que me rodeia, de ti fala.
Inda a almofada, em que pousaste a fronte,
O teu perfume predileto exala.
No piano saudoso, à tua presença
Dormem sono de morte as harmonias:
E a valsa entreaberta mostra a frase,
A doce frase qu'inda pouco lias.
No ramo curvo, o ninho abandonado
Relembra o pipilar do passarinho.
Foi-se a festa de amores e de afagos...
Eras- ave do céu...minh'alma - o ninho!
Por onde trilhas- O perfume expande-se
Há ritmo e cadência no teu passo!
És como na estrela, que transpondo as sombras,
Deixa um rastro de luz no azul do espaço...
O teu rastro de amor guarda minh'alma,
Estrela, que fugiste aos meus anelos,
Que lavaste minha vida entrelaçada
Na sombra sideral dos teus cabelos!..."
16 de agosto de 2011
Ainda Uma Vez Adeus, Gonçalves Dias
Eu me emociono ao declamar, mas como não posso só assim me expressar, revelo agora fragmentos alimentadores.
I
Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
III
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés.
V
Mas que tens? Não me conheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pôde o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
Sei quanto ela desfigura,
E eu não vivi na ventura...
Olha-me bem, que sou eu!
VI
Nenhuma voz me diriges!...
Julgas-te acaso ofendida?
Deste-me amor, e a vida
Que me darias - bem sei;
Mas lembrem-te aqueles feros
Corações, que se meteram
Entre nós; e se venceram,
Mal sabes quanto lutei!
VII
Oh! se lutei!... mas devera
Expor-te em pública praça,
Como um alvo à populaça,
Um alvo aos dictérios seus!
Devera, podia acaso
Tal sacrifício aceitar-te
Para no cabo pagar-te,
Meus dias unindo aos teus?
VIII
Devera, sim; mas pensava,
Que de mim t'esquecerias,
Que, sem mim, alegres dias
T'esperavam; e em favor
De minhas preces, contava
Que o bom Deus me aceitaria
O meu quinhão de alegria
Pelo teu, quinhão de dor!
IX
Que me enganei, ora o vejo;
Nadam-te os olhos em pranto,
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar;
Erro foi, mas não foi crime,
Não te esqueci, eu to juro:
Sacrifiquei meu futuro,
Vida e glória por te amar!
X
Tudo, tudo; e na miséria
Dum martírio prolongado,
Lento, cruel, disfarçado,
Que eu nem a ti confiei;
"Ela é feliz (me dizia)
"Seu descanso é obra minha."
Negou-me a sorte mesquinha...
Perdoa, que me enganei!
XI
Tantos encantos me tinham,
Tanta ilusão me afagava
De noite, quando acordava,
De dia em sonhos talvez!
Tudo isso agora onde pára?
Onde a ilusão dos meus sonhos?
Tantos projetos risonhos,
Tudo esse engano desfez!
XII
Enganei-me!... - Horrendo caos
Nessas palavras se encerra,
Quando do engano, quem erra.
Não pode voltar atrás!
Amarga irrisão! reflete:
Quando eu gozar-te pudera,
Mártir quis ser, cuidei qu'era...
E um louco fui, nada mais!
XIII
Louco, julguei adornar-me
Com palmas d'alta virtude!
Que tinha eu bronco e rude
C'o que se chama ideal?
O meu eras tu, não outro;
Stava em deixar minha vida
Correr por ti conduzida,
Pura, na ausência do mal.
XIV
Pensar eu que o teu destino
Ligado ao meu, outro fora,
Pensar que te vejo agora,
Por culpa minha, infeliz;
Pensar que a tua ventura
Deus ab eterno a fizera,
No meu caminho a pusera...
E eu! eu fui que a não quis!
XV
És doutro agora, e pr'a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus!
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!
XVI
Dói-te de mim, que t'imploro
Perdão, a teus pés curvado;
Perdão!... de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!
XVII
Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!
XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão.
I
Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
III
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés.
V
Mas que tens? Não me conheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pôde o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
Sei quanto ela desfigura,
E eu não vivi na ventura...
Olha-me bem, que sou eu!
VI
Nenhuma voz me diriges!...
Julgas-te acaso ofendida?
Deste-me amor, e a vida
Que me darias - bem sei;
Mas lembrem-te aqueles feros
Corações, que se meteram
Entre nós; e se venceram,
Mal sabes quanto lutei!
VII
Oh! se lutei!... mas devera
Expor-te em pública praça,
Como um alvo à populaça,
Um alvo aos dictérios seus!
Devera, podia acaso
Tal sacrifício aceitar-te
Para no cabo pagar-te,
Meus dias unindo aos teus?
VIII
Devera, sim; mas pensava,
Que de mim t'esquecerias,
Que, sem mim, alegres dias
T'esperavam; e em favor
De minhas preces, contava
Que o bom Deus me aceitaria
O meu quinhão de alegria
Pelo teu, quinhão de dor!
IX
Que me enganei, ora o vejo;
Nadam-te os olhos em pranto,
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar;
Erro foi, mas não foi crime,
Não te esqueci, eu to juro:
Sacrifiquei meu futuro,
Vida e glória por te amar!
X
Tudo, tudo; e na miséria
Dum martírio prolongado,
Lento, cruel, disfarçado,
Que eu nem a ti confiei;
"Ela é feliz (me dizia)
"Seu descanso é obra minha."
Negou-me a sorte mesquinha...
Perdoa, que me enganei!
XI
Tantos encantos me tinham,
Tanta ilusão me afagava
De noite, quando acordava,
De dia em sonhos talvez!
Tudo isso agora onde pára?
Onde a ilusão dos meus sonhos?
Tantos projetos risonhos,
Tudo esse engano desfez!
XII
Enganei-me!... - Horrendo caos
Nessas palavras se encerra,
Quando do engano, quem erra.
Não pode voltar atrás!
Amarga irrisão! reflete:
Quando eu gozar-te pudera,
Mártir quis ser, cuidei qu'era...
E um louco fui, nada mais!
XIII
Louco, julguei adornar-me
Com palmas d'alta virtude!
Que tinha eu bronco e rude
C'o que se chama ideal?
O meu eras tu, não outro;
Stava em deixar minha vida
Correr por ti conduzida,
Pura, na ausência do mal.
XIV
Pensar eu que o teu destino
Ligado ao meu, outro fora,
Pensar que te vejo agora,
Por culpa minha, infeliz;
Pensar que a tua ventura
Deus ab eterno a fizera,
No meu caminho a pusera...
E eu! eu fui que a não quis!
XV
És doutro agora, e pr'a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus!
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!
XVI
Dói-te de mim, que t'imploro
Perdão, a teus pés curvado;
Perdão!... de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!
XVII
Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!
XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão.
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